terça-feira, 8 de janeiro de 2008

Super Size Me - A Dieta do Palhaço




Este documentário é para todos aqueles que adoram degustar (degustar?) um lanche de fastfood. Altamente bizarro, mas igualmente nojento e instrutivo. Além de meter o dedo na ferida dos EUA, coisa que eu particularmente aprecio muito. Super Size Me é uma experiência inovadora (e perigosa, diga-se de passagem), que torceu narizes e estômagos mundo afora.
O diretor e “ator” principal é Morgan Spurlock, um americano que decide alimentar-se por um mês apenas em restaurantes da rede McDonald’s. O resultado, como era de se esperar, são várias complicações médicas e um grande aumento de sua massa corporal. O documentário é nojento em todos os aspectos, começando pela própria idéia de se alimentar apenas por fastfood. Não só fisicamente, Spurlock também foi mentalmente afetado, tendo depressão nesse período.
Mas sua empreitada de comer apenas McDonald’s seguia algumas regras bem rígidas. Não só a comida, mas TODO E QUALQUER alimento deveria vir de um restaurante ou lanchonete da rede. Nem mesmo a água se salvava. Outra, sempre que lhe oferecessem o prato especial ou o tamanho gigante, ele teria de aceitar. Spurlock consumia cerca de 5000 calorias por dia com essa dieta.
Durante o filme são revelados alguns dados surpreendentes, tais como o molho da salada McDonaldiana ser mais calórico que um sanduíche da mesma, ou o fato de que encontrar “brindes” nos sorvetes é comum, como eu infelizmente comprovei, encontrando fios de cabelo nos sorvetes de casquinha DUAS VEZES SEGUIDAS.
Após ver esse filme, nunca mais tive vontade de comer outro sanduíche em quaisquer rede de fastfood. Meu estômago embrulha cada vez que vejo alguém com um sanduíche McDonald’s na mão. Spurlock ganhou 11 quilos no mês da dieta, e levou mais de 10 meses para recuperar seu peso. Seu fígado quase virou foie gras, se tornando pastoso. Teve palpitações e depressão. E as filmagens (além da experiência própria) mostraram o quão nojento é o palhaço que ilude as crianças oferecendo brinquedos na televisão.

ADOREI: O filme muda sua forma de pensar e encarar um fastfood. Prepare-se para ter o estômago embrulhado. Mas isso vai fazer bem à sua saúde.
ODIEI: Infelizmente a conscientização por meio de idéias não funciona, então alguém teve que chegar a esse nível, submetendo-se a uma experiência completamente estúpida.

NOTA: 4,6/5 – A nota não é máxima justamente pela “nojentice” da idéia central e por causa das complicações clínicas que o ator/diretor sofreu.

terça-feira, 1 de janeiro de 2008

Haggard






Senhoras e senhores, eis que chega à vossas telas meu primeiro post sobre música. Para começar bem, apresento-vos a banda alemã Haggard. Bom, banda é um pouco complicado... Os fãs ainda não chegaram a um consenso: Haggard é uma grande banda ou uma pequena orquestra? Já que grupo possui 21 músicos. A nomenclatura não importa, já que sua música dispensa maiores comentários.
Surgida em 1991, originalmente tocavam death metal, mas mudaram de estilo logo após o lançamento da fita-demo Introduction em 1992. Levou tempo, mas em 1997 Haggard, já uma banda de symphonic metal, lança And Thou Shall Trust... the Seer (E Tu Deves Acreditar... o Profeta). Seu segundo álbum foi Awaking the Centuries (Acordando os Séculos). Em 2004, lançaram um CD baseado na vida de Galileu Galilei, Eppur si Muove (Mas ela se Move), contando sua história e a opressão da igreja católica contra ele. Eis um trecho de Per Aspera ad Astra, terceira faixa do CD:

Now, as night steps aside, and a new dawn will break Silently a new age of science awakesOld theory that has been wrongPower of the universeWill take me to the place where I belongThrough the clouds of lies and fearIn silent moments it comes near

Tradução

Agora, como passos noite adentro, e uma nova manhã vai se romperSilenciosamente uma nova era da ciência despertaA velha teoria estava erradaO poder do universoVai me levar para o lugar que eu pertencoAtráves das nuvens de mentira e medoEm momentos de silêncio isso chega perto

Considero Haggard uma banda muito ousada. Misturaram metal pesado (da melhor qualidade, diga-se por sinal) com a suavidade da música orquestrada. Alie isso com canções que chegam a misturar três ou quatro línguas e um coro angelical de quatro sopranos. São guitarras, baixos, violinos, violoncelos, flautas, baterias, oboés, vozes, guturais... É a salada russa que veio da Alemanha. E que deu certo.

Adorei: As sopranos, os violinos, os guturais, as letras fantásticas e o ar épico e medieval das músicas.
Odiei: Como a banda é MUITO desconhecida no Brasil, os CDs originais são caros, mas você pode encontrar Haggard em qualquer bom site de torrents (não conte a ninguém que você leu isso aqui!).

NOTA: 4,9/5 – Só não ganha nota máxima por causa da raridade dos CDs no país...
obs.: A foto acima mostra apenas uma parte da banda...

segunda-feira, 31 de dezembro de 2007

Alice: Edição Comentada




Dessa vez, um clássico antigo. Já virou filme, desenho animado, musical na Broadway, tema de vídeo educacional anti-drogas nos EUA... Estou falando de Alice no País das Maravilhas, outro livro nonsense indispensável a qualquer estante ou prateleira de um bom leitor.
O livro não foi escrito por Lewis Carroll. Quer dizer, na verdade foi, mas este não era seu verdadeiro nome. O autor se chamava Charles Lutwidge Dodgson. E Alice não foi escrito pensando-se num livro comercial ou algo assim. Bom, vou explicar a história mais a fundo.
O reverendo Charles Dodgson era amigo do deão de Chirst Church, Henry George Liddell. O deão tinha algumas filhas, e entre elas, Alice Lindell, pela qual Dodgson era apaixonado. Ele a tinha como maior exemplo de pureza e beleza, enfim, a “criação perfeita”. Carroll (ou Dodgson, vou ficar alternando entre o nome e o pseudônimo para evitar repetição), adorava passar as tardes com a pequena Alice e contar histórias para ela.
Retirando-se uma passagem de Alice: Edição Comentada: “(...) Discutiu-se muito se Carroll apaixonou-se por Alice Liddell. Se com isso se quer dizer que queria se casar com ela, ou fazer amor com ela, não há o mais ligeiro indício de tal coisa. Por outro lado, sua atitude em relação à ela era a de um homem apaixonado. Sabemos que a sra. Liddell percebeu algo de insólito, tomou medidas para desencorajar a atenção de Carroll e, mais tarde, queimou todas as suas primeiras cartas para Alice. No dia 28 de outubro de 1862, há no diário de Carroll uma referencia cifrada ao fato de ter perdido as boas graças da sra. Liddell ‘desde o caso Lord Newry’. Que caso levou Lord Newry até o diário de Carroll continua um mistério.”
A origem da historia de Alice no País das Maravilhas remonta a uma tarde de verão, na qual Dodgson estava passeando com as irmãs Liddell em um barco. Ele contou esta história durante o passeio, e Alice gostou tanto dela que pediu uma versão escrita ao reverendo. Este, tratou logo de transcrever as aventuras que contara naquela tarde.
O livro é cheio de mistérios, cifras e jogos de lógica, o que pode tornar a leitura um pouco confusa. Se você realmente gosta de Alice, recomendo a versão comentada, da Jorge Zahar Editora, que traz muitos comentários, notas e explicações sobre passagens estranhas ou misteriosas do livro. Esta versão traz ainda ilustrações originais, da primeira versão de Alice. Além de Alice no País das Maravilhas, o livro traz também As Aventuras de Alice Através do Espelho e o que ela Encontrou Lá, uma outra história de Alice, não tão conhecida quanto a primeira, mas igualmente bem escrita, divertida e misteriosa, mas com um diferencial: Por outros olhos, o desenrolar todo do livro se dá numa partida de xadrez. A edição comentada traz todos os detalhes, para que você não fique perdido.
Em suma, é um livro fantástico, perfeito para aqueles que como eu adoram nonsense inteligente, charadas e personagens estranhos (e carismáticos). Se você gosta de Alice, leia alguma versão, já que todas são basicamente iguais. Mas se você é um fã das aventuras no país das maravilhas, junte um pouquinho mais e compre a edição comentada, vale muito pena. Até hoje não me arrependo de ter pago quase 70 reais na promoção deste livro.





Adorei: Os enigmas, os problemas de lógica, as poesias desvairadas e os personagens emblemáticos.
Odiei: Sem as notas da edição comentada, fica difícil entender o livro em sua plenitude.

NOTA: 4,8/5 – Uma história fantástica, com ilustrações incríveis. Pena que a edição comentada seja tão cara...


Vale conferir: O Pargarávio, logo no início de Através do Espelho. Poesia extremamente densa, nonsense, cheia de palavras inventadas, mas que não deixa de ser uma das passagens mais legais do livro.


sábado, 29 de dezembro de 2007

O Guia do Mochileiro das Galáxias




Para este primeiro post (o de apresentação não conta!) apresentarei a série de livros O Guia do Mochileiro das Galáxias (The Hitchhiker’s Guide to the Galaxy). Esta série fantástica de cinco livros foi escrita por Douglas Adams, autor inglês de prestígio.
A “história”, sé é que existe apenas uma ou se, definitivamente, ela exite, devido ao imenso nonsense, fala sobre um homem inglês típico, Artur Dent, que, momentos antes da Terra ser destruída para dar lugar a uma via expressa hiperespacial descobre que seu amigo é extraterrestre, pega carona numa nave espacial junto a seu melhor amigo extraterrestre e dá inicio a uma bizarra série de aventuras. Após ser jogado da nave onde tinha entrado de gaiato, é salvo devido ao gerador de improbabilidade infinita da nave Coração de Ouro, pilota pelo presidente da galáxia em pessoa, Zaphod Beeblebrox. Artur já o conhecia, já que este roubou sua garota em uma festa na Terra. Para sua surpresa, a tal garota também está à bordo da nave. Lá, conhece também Marvin, um dos primeiros robôs a empregar com sucesso a PHG (Personalidade Humana Genuína). Para seu desprazer, e para o desprazer dos passageiros também, sua personalidade é a de um maníaco depressivo.
Os cinco livros estão permeados de cenas hilárias, colocações estranhas, seres bizarros e um número. Mas não qualquer número, e sim um modo de vida. 42. Quem ler, ou leu, entenderá o que eu digo. É um livro que muda seu modo de ver o mundo.

Os cinco livros da série são:
- O Guia do Mochileiro das Galáxias;
- O Restaurante no Fim do Universo;
- A Vida, o Universo e Tudo Mais;
- Até Mais, e Obrigado Pelos Peixes;
- Praticamente Inofensiva.

Este último livro, Praticamente Inofensiva, não é considerado parte da “trilogia” por parte de alguns fãs mais ardorosos, pelo fato de ter sido escrito muito tempo depois de Até Mais e Obrigado Pelos Peixes, ter uma história que difere do eixo central dos anteriores e a personalidade de alguns personagens ser ligeiramente diferente. Mas não deixa de ser outro ótimo livro.

Adorei: Personagens carismáticos, lugares bizarros, máximas universais e uma história densa, maravilhosamente escrita.
Odiei: Não odeio nada nesse livro, está na lista de meus favoritos!

NOTA: 5/5 - Eu amo este livro, e todos com senso de humor podem adorá-lo também. Douglas Adams é um gênio, e isto constata-se neste livro.


Apresentação

Bom, este é meu novo blog.

Neste novo endereço não postarei meus textos, mas sim dicas de livros, de músicas e de filmes ou vídeos. Não que eu queira impôr meus gostos a vós, fiéis leitores, mas sim apresentar-vos produções culturais que me agradam (ou não).

O bom humor estará sempre presente neste blog, longe da seriedade de meus textos.

Ah, e eu realmente adoro comentários. Se ninguém comentar eu vou ter que fechar esse blog...

Bom, por agora está bom. Em breve, muito breve, novidades. Preparem-se para as resenhas, críticas e elogios, pois se eu li, se eu vi ou se eu ouvi, com certeza estará aqui!