Este documentário é para todos aqueles que adoram degustar (degustar?) um lanche de fastfood. Altamente bizarro, mas igualmente nojento e instrutivo. Além de meter o dedo na ferida dos EUA, coisa que eu particularmente aprecio muito. Super Size Me é uma experiência inovadora (e perigosa, diga-se de passagem), que torceu narizes e estômagos mundo afora.
O diretor e “ator” principal é Morgan Spurlock, um americano que decide alimentar-se por um mês apenas em restaurantes da rede McDonald’s. O resultado, como era de se esperar, são várias complicações médicas e um grande aumento de sua massa corporal. O documentário é nojento em todos os aspectos, começando pela própria idéia de se alimentar apenas por fastfood. Não só fisicamente, Spurlock também foi mentalmente afetado, tendo depressão nesse período.
Mas sua empreitada de comer apenas McDonald’s seguia algumas regras bem rígidas. Não só a comida, mas TODO E QUALQUER alimento deveria vir de um restaurante ou lanchonete da rede. Nem mesmo a água se salvava. Outra, sempre que lhe oferecessem o prato especial ou o tamanho gigante, ele teria de aceitar. Spurlock consumia cerca de 5000 calorias por dia com essa dieta.
Durante o filme são revelados alguns dados surpreendentes, tais como o molho da salada McDonaldiana ser mais calórico que um sanduíche da mesma, ou o fato de que encontrar “brindes” nos sorvetes é comum, como eu infelizmente comprovei, encontrando fios de cabelo nos sorvetes de casquinha DUAS VEZES SEGUIDAS.
Após ver esse filme, nunca mais tive vontade de comer outro sanduíche em quaisquer rede de fastfood. Meu estômago embrulha cada vez que vejo alguém com um sanduíche McDonald’s na mão. Spurlock ganhou 11 quilos no mês da dieta, e levou mais de 10 meses para recuperar seu peso. Seu fígado quase virou foie gras, se tornando pastoso. Teve palpitações e depressão. E as filmagens (além da experiência própria) mostraram o quão nojento é o palhaço que ilude as crianças oferecendo brinquedos na televisão.
ADOREI: O filme muda sua forma de pensar e encarar um fastfood. Prepare-se para ter o estômago embrulhado. Mas isso vai fazer bem à sua saúde.
ODIEI: Infelizmente a conscientização por meio de idéias não funciona, então alguém teve que chegar a esse nível, submetendo-se a uma experiência completamente estúpida.
NOTA: 4,6/5 – A nota não é máxima justamente pela “nojentice” da idéia central e por causa das complicações clínicas que o ator/diretor sofreu.
terça-feira, 8 de janeiro de 2008
Super Size Me - A Dieta do Palhaço
Postado por Eduardo Luann Wojcikiewicz Duarte Silva às 17:26 1 comentários
Marcadores: Documentários
terça-feira, 1 de janeiro de 2008
Haggard

Senhoras e senhores, eis que chega à vossas telas meu primeiro post sobre música. Para começar bem, apresento-vos a banda alemã Haggard. Bom, banda é um pouco complicado... Os fãs ainda não chegaram a um consenso: Haggard é uma grande banda ou uma pequena orquestra? Já que grupo possui 21 músicos. A nomenclatura não importa, já que sua música dispensa maiores comentários.
Surgida em 1991, originalmente tocavam death metal, mas mudaram de estilo logo após o lançamento da fita-demo Introduction em 1992. Levou tempo, mas em 1997 Haggard, já uma banda de symphonic metal, lança And Thou Shall Trust... the Seer (E Tu Deves Acreditar... o Profeta). Seu segundo álbum foi Awaking the Centuries (Acordando os Séculos). Em 2004, lançaram um CD baseado na vida de Galileu Galilei, Eppur si Muove (Mas ela se Move), contando sua história e a opressão da igreja católica contra ele. Eis um trecho de Per Aspera ad Astra, terceira faixa do CD:
Now, as night steps aside, and a new dawn will break Silently a new age of science awakesOld theory that has been wrongPower of the universeWill take me to the place where I belongThrough the clouds of lies and fearIn silent moments it comes near
Tradução
Agora, como passos noite adentro, e uma nova manhã vai se romperSilenciosamente uma nova era da ciência despertaA velha teoria estava erradaO poder do universoVai me levar para o lugar que eu pertencoAtráves das nuvens de mentira e medoEm momentos de silêncio isso chega perto
Considero Haggard uma banda muito ousada. Misturaram metal pesado (da melhor qualidade, diga-se por sinal) com a suavidade da música orquestrada. Alie isso com canções que chegam a misturar três ou quatro línguas e um coro angelical de quatro sopranos. São guitarras, baixos, violinos, violoncelos, flautas, baterias, oboés, vozes, guturais... É a salada russa que veio da Alemanha. E que deu certo.
Adorei: As sopranos, os violinos, os guturais, as letras fantásticas e o ar épico e medieval das músicas.
Odiei: Como a banda é MUITO desconhecida no Brasil, os CDs originais são caros, mas você pode encontrar Haggard em qualquer bom site de torrents (não conte a ninguém que você leu isso aqui!).
NOTA: 4,9/5 – Só não ganha nota máxima por causa da raridade dos CDs no país...
obs.: A foto acima mostra apenas uma parte da banda...
Postado por Eduardo Luann Wojcikiewicz Duarte Silva às 17:07 0 comentários
Marcadores: Música
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